O PLANO DE DEUS PARA A FAMILIA

GEN. 2:18,24. SAL. 128.

 

c) O casamento é uma união entre pessoas de sexo diferente. “Por isso; deixará o homem a seu pai e mãe e unir-se-á a sua mulher. "Mc10: 7.
Aos olhos divinos, o casamento é sem¬pre uma união entre homem e mulher. Qual¬quer outro tipo de relacionamento é condenavel. As Escrituras abominam a prática do ho¬mossexualismo (Lv 18:22; l Co 6: 9-10; l Tim1:10; Rm l:26-27etc).
A afirmação de que o casamento é uma união entre pessoas de sexo diferente deixou de ser pacífica há muito tempo. A perspectiva cristã sobre sexualidade e casamento recebe duras críticas. Muitos formadores de opinião são categóricos quando dizem que os concei¬tos cristãos são anacrónicos e chamam de fal¬sos moralistas os que ainda apregoam os prin¬cípios éticos e morais presentes na Bíblia Sa¬grada. Frequentemente, novelas abordam o tema da união entre homossexuais com o fim de torná-lo mais palatável.
O que fica muito evidente é que, a cada dia, acentua-se o conflito entre a cultura oci¬dental e as verdades bíblicas. Constantemente, são feitas tentativas no sentido de enfra¬quecer as raízes éticas e morais procedentes do Cristianismo. Para os cristãos, a grande fonte de verdade em matéria de fé e prática são as Escrituras, consideradas a revelação di¬vina e Palavra de Deus. Elas se constituem em autoridade máxima. A rejeição a essas afirma¬ções é o ponto de partida para os defensores de movimentos que afrontam as Escrituras.
A legalização da união entre pessoas do mesmo sexo já aconteceu em vários países do mundo. É o chamado "novo paradigma de fa¬mília." Alguns legisladores, em seus projetos de lei, vão deixando de usar o termo "sexo" e passam a empregar a expressão "opção sexual". Assim, o que na visão de muitos representa avanços no direito, para outros representa um completo rompimento com padrões morais e a completa destruição das bases familiares.

d) O casamento é uma união perma¬nente. Deus planejou o casamento para durar a vida toda: "Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne" (Gn 1:24).
Contudo, já ao tempo do Antigo Testa¬mento, os casais enfrentavam tantos proble¬mas que Moisés legislou acerca do divórcio da seguinte forma: "Se um homem casar-se com uma mulher e depois não a quiser mais por encontrar nela algo que ele reprova, dará certidão de divórcio à mulher e a mandará embora." (Dt 24:1). A mulher ficava completamente desprotegida diante de um marido que não desejava mais permanecer ca¬sado. Bastava que o esposo visse nela algo que ele reprovasse!
Mas, quando chegamos ao Novo'Testa¬mento, percebemos o quanto Jesus zelou pela saúde da família. Quando lhe perguntaram sobre o divórcio, ele respondeu que Moisés o autorizara por causa da dureza do coração do povo. E, a seguir, complementou: "o que Deus ajuntou não separe o homem" (Mc 10: 9).
Jesus protegeu o matrimónio, valorizou a mulher na sociedade judaica e disse que a única hipótese em que o divórcio era admissível seria no caso de infidelidade conjugal (Mt 19: 9).
Isso nos ensina que precisamos reformu¬lar nossos conceitos sobre casamento. A mentalidade que impera hoje é: se não der certo, separa. Para muitos, o vínculo conjugal pode ser desfeito a partir do momento em que ocorrerem os primeiros conflitos ou quando os cônjuges não combinarem mais. Nem to¬dos pensam nos traumas que a separação e o divórcio trazem não só para o casal, mas tam¬bém para toda a família.
A Bíblia é clara com respeito aos fortes vínculos dessa união em Mateus 19: 9 e ern l Coríntios 7: 10-11. A expressão "unir" (heb. -dabaq), em Génesis 2:24, originalmente tem o sentido de colar, soldar, pressupondo que qualquer tentativa de rompimento trará efeitos devastadores.


Pr. Guerra